
Mutsuhito selecionou o novo título para seu regime (Meiji), para marcar o início de uma nova era da história do Japão.
A unidade política do país permitiu a centralização da administração pública, e a intervenção do Estado na economia. Entre as principais mudanças ocorridas nesse período podemos citar a criação do IENE (moeda japonesa), criação do Banco do Japão, ensino primário obrigatório, centralização do poder, fortalecimento do Estado, criação de ferrovias etc.
Em paralelo, foram criados universidades e um gabinete parlamentar (1885). Conseqüências. Em 1889, foi promulgada a primeira constituição, instaurando-se uma monarquia constitucional.
Surgiram então os zaibatsus, os grandes conglomerados empresariais originados dos clãs familiares, como a Mitsubishi, a Mitsui, a Sumitomo, a Yasuda, dentre outros, que passaram a dominar cada vez mais a economia japonesa, atuando praticamente em todos os setores industriais, além do comércio e das finanças. Estes logo incorporaram as indústrias menores e, inclusive, as indústrias do Estado. Com esse processo de modernização, o Japão industrializou-se rapidamente, fortalecendo a sua economia.
Após a morte do imperador Meiji, em 1912, o imperador Taisho tomou o trono, dando início ao período Taisho.
1889: Nova constituição equilibra autoridade imperial com governo parlamentar.
1894-95: Guerra sino-japonesa; aumenta a esfera de influência no continente.
1904-05: Guerra russo-japonesa consolida a influência na Coréia e na Manchúria.
1919: Sociedade4 das Nações concede territórios alemães do Pacífico sob mandato ao Japão.
1918: Japão ocupa terras da Rússia durante a Guerra Civil.
Jul. 1937: início da guerra sino-japonesa
12 dez. 1937: os japoneses tomam Nanjing, e massacram a população.
28 mar. 1938: os japoneses estabelecem um governo fantoche em Nanjing.
21 out. 1938: os japoneses tomam Guangzhou.
23 ago. 1939: Pacto de não-agressão germano-soviético.
25 ago. 1939: os japoneses abandonam o pacto anti-comintern.
1 ago. 1940: proclamação da nova ordem no Extremo-oriente.
22 set. 1940: forças japonesas ocupam a Indochina Francesa.
27 set. 1940: Japão, Alemanha e Itália formam o Pacto Triplo.
13 abr. 1941: o Japão e a URSS assinam um pacto de Neutralidade.
7 dez. 1941: ataque japonês a Pearl Harbor.
10-24 dez. 1941: forças japonesas embarcam em Filipinas.
25 dez. 1941: rendição de Hong Kong.
9 mar. 1942: capitulação das Índias Orientais Holandesas.
6 mai. 1942: rendição das forças americanas nas Filipinas.
4-8 mai. 1942: os japoneses rechaçados no mar de Coral.
4 jun. 1942: derrota dos japoneses em Midway.
Fev 1943: os japoneses deixam Guadalcanal após seis meses de ofensiva americana.
Ago. 1943: Vitória do Aliados na Nova Guiné.
19-20 jun. 1944: os japoneses derrotados no Mar das Filipinas.
Out. 1944: Batalha do Golfo de Leyte; os EUA iniciam a reconquista das Filipinas.
Jun. 1945: as forças aliadas protegem Okinawa.
6 ago. 1945: bomba atômica lançada sobre Hiroshima.
8 ago. 1945: a URSS declara guerra ao Japão.
2 set. 1945: rendição japonesa.
Tanto o Japão como a China entraram no século XIX sob regimes feudais, palacianos, isolacionistas e reacionários, que detinham o poder desde século XVII. Em 1900, seu desenvolvimento contrastava por completo. O Japão, governado pelo xogunato Tokugawa, era uma sociedade próspera e sofisticada, socialmente desenvolvida, universalmente instruída e pronta para a modernização. Quando esta se deu – pela pressão do comércio internacional -, o Japão tornou-se um estado industrializado progressista, ávido por dominar os negócios na Ásia Oriental, Foi ajudado pela rejeição da dinastia Qing às pressões externas e aos apelos internos por uma reforma na China. O fim da dinastia Qing coincidiu com as ambições territoriais japonesas, o partidarismo difundido entre os grupos reformistas na China e a ascensão do comunismo no seu maior vizinho, a Rússia.
Quando a armada americana de Perry entrou na baia de Tóquio em 1853 para exigir do Japão direitos comerciais internacionais, a política de isolamento do xogunato Tokugawa, que durava 200 anos, acabou de fato. As forças reformistas baseadas no Sul conduziram uma campanha (a guerra de boshin 1868-69) que repôs o imperador Meiji (“governo iluminista) e iniciou reformas políticas, sociais e econômicas”.A nação foi dividida em prefeituras e a burocracia centralizada introduziu uma nova constituição, a construção de um novo sistema ferroviário e a criação de indústrias modernas como a construção naval.
A entrada do Japão no cenário mundial em 1868 foi acompanhada por uma ativa política de expansão territorial para manter o ritmo do rápido crescimento de sua economia. Apoiado pelos Estados Unidos (principal parceiro comercial em 1918), o Japão reclamou ilhas vizinhas e conquistou territórios em conseqüência das guerras contra a China (1894-95) e a Rússia (1904-05), como a anexação de Formosa e da Coréia. O compromisso do Japão com os aliados durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18) concedeu-lhe territórios no Pacífico, e o país rapidamente conquistaram outras bases importantes no continente asiático.
Com a eclosão de uma revolta popular, próxima do nacionalismo religioso, a revolta Tonghak (1894), a corte coreana pediu apoio tanto à China Qing como ao Japão. As forças japonesas comprometeram-se com a família real coreana, e iniciou-se um conflito aberto com a China. O equipamento moderno e as táticas utilizadas pelos japoneses forçaram as tropas Qing a recuar para a península Liaodong que, juntamente com Formosa, foi cedida aos vencedores. A Coréia passou a fazer parte da esfera de influência japonesa.
A rivalidade territorial e a animosidade mútua entre a Rússia e o Japão, já inflamada pela ocupação da Manchúria pela Rússia em 1897, atingiu o apogeu quando embarcações japonesas bombardearam navios russos em Port Arthur, em 1904. Os japoneses movimentaram-se rapidamente e tiveram diversos sucessos no Sul da Manchúria, explorando seu controle da Coréia. A vitória ocorreu quando a frota russa do Báltico foi destruída por navios japoneses no estreito de Tsushima (1905).
Após a Primeira Guerra Mundial foi concedida ao Japão uma esfera alargada de controle territorial no Pacífico. A guerra civil chinesa permitiu ampliar as ambições territoriais japonesas no continente asiático oriental, culminado com uma guerra total na China em 1937. Mas as sanções internacionais, destinadas a limitar aspirações japonesas, tiveram como resultado um embargo político, em 1940. No ano seguinte o Japão entrou em guerra calculando os riscos na base do seu rápido desenvolvimento industrial, no envolvimento das potências coloniais na guerra de Hitler na Europa e nos benefícios resultantes do estabelecimento de uma “esfera de co-prosperidade do Oriente Asiático” antiocidental. Em junho de 1942, o Japão tentava manter uma linha de frente superior a 35.000km – o que era insustentável.
O ataque surpresa do Japão à base naval americana de Pearl Harbor, em 7 de dezembro de 1941, tinha como objetivo, pelo menos temporariamente, destruir o poder marítimo americano no Pacífico. Apenas 18 dos 94 barcos de guerra que estavam ancorados foram destruídos, mas os EUA foram arrastados para a guerra contra o Japão e seus aliados do Eixo.
Em dezembro de 1941, quase ao mesmo tempo, ataques contra a base naval americana de Pearl Harbor, o Havaí, as Filipinas, as Índias Orientais Holandesas e os estados malaios britânicos criaram, de uma só vez e por um curto momento histórico, o maior império contíguo que o mundo já viu. Campanhas de Nova Guiné, ilhas Salomão e na Birmânia o aumentaram ainda mais. A associação da surpresa (o Japão atacou antes de ter sido declarada a guerra), com um planejamento estratégico detalhado, o uso de agressivos processos inovadores (desembarques anfíbios, porta-aviões, bombardeios táticos e técnicas de selva), e com a inobservância das regras “aceitáveis” da guerra, revelaram-se inicialmente irresistíveis.
Em meados de 1942, a derrota das forças navais aliadas no mar de Coral e em Midway detiveram o avanço dos japoneses. No ano seguinte, as intensas campanhas próximas a Guadalcanal e ilhas Salomão representaram um ponto de mudança. A mobilização industrial em massa americana sustentou uma campanha seletiva. Destinada a aniquilar as comunicações internas do Império Japonês e a proporcionar poderio aéreo a uma distancia considerável das ilhas do arquipélago japonês. A resistência japonesa foi tão violenta que levou os EUA a lançar duas bombas atômicas, fato seguido de uma campanha terrestre soviética na Manchúria, para conseguir a rendição.
Os assaltos aéreos dos aliados começaram em junho de 1944 com ataques de Chengdu, na China. Com a captura das Marianas, Iwo Jima e Okinawa, poderia ter sido utilizado maior poderio aéreo, bombardeando cidades e espelhando minas nas águas territoriais do Japão. A partir de março de 1945, começaram ataques com apoio de porta-aviões, que inauguraram os “seis grandes” lançamentos de bombas sobre cidades-chave, atacando ainda mais de 50 outros alvos. Os barcos mercantis foram reduzidos em mais de 80%, mais de metade da área urbana do Japão foi devastada, um terço da construção destruída e 13 milhões de pessoas ficaram sem casa. Tudo culminou com o lançamento das bombas atômicas em Hiroshima e Nagasáki, que mataram mais de 150.000 pessoas.
O Japão não se envolveu de inicio na primeira guerra mundial que teve seu ponto de partida em agosto de 1914, quando
1914 – Apesar do desenvolvimento do Japão e dos EUA, a Europa exercia a supremacia econômica e política no resto do mundo.
Fora da Europa o principal beneficiado com a 1ª Guerra mundial foi o Japão, que manteve a ocupação de colônias da Alemanha no Pacífico e se apossou das concessões alemãs na China.
No início da primeira guerra mundial, sete países já estavam envolvidos diretamente: Áustria-Hungria, Rússia, Sérvia, Inglaterra, Bélgica, França e Alemanha. No dia 23 de agosto de 1914 o Japão juntou-se aos aliados e em novembro a Turquia aderiu às potencias centrais. A guerra tomou um caráter mundial à medida que as colônias desses países se começaram a se envolver.
1914 – Apesar do desenvolvimento do Japão e dos EUA, a Europa exercia a supremacia econômica e política no resto do mundo
04/08/1914 – Japão Suíça e Brasil declaram neutralidade.
15/08/1914 – Ultimato Japonês à Alemanha.
23/08/1914 – Japão declara Guerra a Alemanha
25/08/1914 – Japão declara guerra à Àutria
18/01/1915 – Japão envia ultimato à China que cede em 25/05.
02/08/1918 – Desembarque Japonês na Sibéria
11/11/1918 – Fim da batalha do Atlântico e às 11hs dentro do vagão de um trem na floresta a Alemanha assina o armístico de Copiègne com os aliados e é proclamado o fim da primeira guerra mundial.
Julho de 1937 – Japão invade a China e dois anos depois em 1939 a Alemanha ocupa a Polônia.
O primeiro conflito (JAPÃO x CHINA), só foi encerrado em 1945 e integrou a segunda guerra mundial e a Guerra dos EUA contra o Japão, no Pacífico.
A segunda Guerra mundial começou com a invasão da Polônia por tropas alemãs em 1° de setembro de 1939.
O conflito foi formado inicialmente pelos aliados: Inglaterra, EUA, URSS e França.
07/12/1941 – Em um ataque surpresa o Japão destruiu a esquadra norte americana ancorada na base Naval de Pearl Harbor, no Havaí
6 mêses depois...
O Japão ocupa o sudeste da Ásia, a maior parte do pacífico até a fronteira da Índia com a Austrália.
Tais ações foram possíveis graças ao acordo de 1939, que criou o eixo Alemanha-Japão-Itália e ao pacto de não agressão à URSS.
03/05/1945 – URSS rescindiram o acordo de neutralidade com o Japão.
Final de 1945 a guerra teve saldo de 27 milhões de soldados e em torno de 25mi. de civis mortos.
Após o final da segunda guerra Japão entre outros países ficaram em ruínas.
Amanda, Barbara, Heloise, Leticia e Maria Eduarda